Temos um casal lindo de mini-pincher que ganhamos por termos perdido um aos quinze anos de idade, quando a separação foi suportável através das mãos divinas. No dia 27 de maio de 2OO2 nasceram mais 3 filhotes, sendo que o mais lindo, todo amarelinho, e o único machinho teve que ser sacrificado algumas horas após ter nascido, por uma veterinária, por apresentar inúmeros problemas congênitos por terem nosso casalzinho uma carga genética não muito boa, ainda mais sendo filhos do mesmo pai.
Todo cuidado que tivemos foi em vão, no terceiro cio aos nossos pés enquanto abríamos a porta os pequenos se juntaram, e em questões de segundos se soltaram, pois, nossas desaprovações os deixou assustados.
E assim um mês se passou sem que nada de anormal fizesse crer que o impossível pudesse acontecer, já no segundo mês a dúvida já deixava transparecer que a realidade parecia mais psicológica de que real, por nunca termos conseguido apalpar nada de anormal na mãezinha.
Quando a incerteza começou a deixar dúvidas sobre a certeza, a levamos ao veterinário a fim de acabar com aquela insegurança porque sabíamos que nossos corações não seriam capazes de desfazer daquilo que passou a ser membro da nossa família e dois já estava bom por demais, um fazendo companhia para o outro e os dois fazendo nossa casa brilhar de gracejos e alegrias.E quantos agora viriam se a certeza fosse confirmada? E assim foi. Pelo menos um, a veterinária dizia ter certeza, talvez, no máximo dois.
Nossa! Não era possível que em alguns segundos isso pudesse acontecer!
No dia seguinte 27 de maio, pedi um exame de ultra-sonografia, pois, ainda não acreditávamos na possibilidade de gravidez real e não psicológica, o que foi confirmado, sem que a doutora precisasse falar, lá estavam os ossinhos da coluna em primeira evidência na tela da ultra-sonografia, só restava agora saber quantos. Três! Nossa! Três numa barriguinha tão pequena! E como fazer agora com cinco, como seria? Com certeza a cirurgia inaceitável seria agora a solução! E o parto? O medo tomou conta da situação e nos envolveu em ira descontrolada e prantos de pavor, e então lembrando das orações feitas anteriores e vozes dizendo numa frase: "Cuide de teus problemas terrenos que da vida cuido Eu".
E assim chegamos em casa com a nossa mãezinha já aflita em buscar um berço para seus filhinhos, orientada pela veterinária permanecemos com ela e dando-lhe os carinhos e atenção para que permanecesse calma.
Na casinha em que ela se ajeitou, ficamos aguardando e pedindo que tudo fosse sem muito sofrimento, e com a graça de Deus assim foi feito, os gemidinhos dos pequeninos eram como um hino de louvor dizendo: "Tudo bem eu já estou aqui"!
No dia seguinte 28 de maio, dia de São Judas Tadeu, passamos diante da Santa Igreja de São Judas Tadeu para agradecer e pedir desculpas mais uma vez por termos esquecido que não estávamos só, na luta pela vida enviada por Deus.. |